O jovem médico húngaro, Ignác Fülöp Semmelweis em 1846 observou que morriam quase todas as parturientes (96%) de uma maternidade de Klin, onde só trabalhavam médicos e estudantes de medicina, contra a de Bartch onde só trabalhavam parteiras, com suas bacias limpas, água quente e toalhas bem lavadas.
Na sua conclusão, em Klin, onde só trabalhavam médicos e acadêmicos após dissecarem cadáveres, e examinarem doentes infectados “limpavam” as mãos nos seus aventais e iam fazer partos, contaminados, levavam rapidamente à morte com infecção puerperal, jovens mães sadias. Semmelweis obrigou a que todos lavassem suas mãos, usassem soluções desinfetantes, e a mortalidade chegou a 2%.
Ironizado pelos “sábios” da sua época, foi isolado e suas práticas de assepsia e antissepsia abandonadas, voltanto em Klin a morrer suas pacientes.
Desiludido e criticado, como todo pioneiro, Ignác morreu esquecido, assim como suas teses completamente corretas.
Lavar as mãos, prática tão simples e tão óbvia, mas ainda muito esquecida.
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