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Os médicos residentes deflagraram uma greve que ultrapassa adesão de 80% no País. Os residentes reivindicam correção de 38,7% e ampliação de benefícios, como a criação da 13ª bolsa. A bolsa, hoje em R$ 1.916,45, está congelada há mais de três anos. O presidente do Sindicato dos Médicos de Niterói, São Gonçalo e Regiuão, Clóvis Abrahim Cavalcanti, disse que é solidário ao movimento por considerar suas propostas justas. Clóvis Cavalcanti ressaltou que é prerciso dar um basta à exploração de mão de obra daqueles que estão começando na profissão, dedicando todo o seu tempo trabalhando em troca de uma remuneração ridícula.
A greve dos residentes foi deflagrada no dia 10 de agosto em todo o País e registra adesão de mais de 80% da categoria, segundo a Associação Nacional de Médicos Residentes (ANMR). São mais de 22 mil resi dentes fazendo sua formação em 50 especialidades e que também estão em 70% dos atendimentos do Sistema Único de Saúde (SUS). O presidente da ANMR, Nívio Moreira Junior, considerou a mobilização como uma das maiores da história da categoria, que promove atos públicos, passeatas e plenárias em todos os estados (com exceção do Tocantins, que não tem programas de residência) e no Distrito Federal.
As paralisações se mantêm com atividades locais, como audiências com secretários estaduais de Saúde e parlamentares, além de caminhadas e concentrações nos hospitais. O presidente da ANMR informou que a Comissão Nacional de Greve começa no dia 18, a avaliar as deliberações de assembleias estaduais sobre a proposta de reajuste de 20% oferecida pelo governo federal.
A proposta formalizada está no site www.anmr.org . Os residentes reivindicam correção de 38,7% e ampliação de benefícios, como a criação da 13ª bolsa. A bolsa, hoj e em R$ 1.916,45, está congelada há mais de três anos.
“Já temos sinalizações de muitos estados, mas não vamos decidir nada antes uma posição de todo o movimento. Os residentes estão mostrando sua força e quanto esperam que sua formação seja realmente valorizada”, ressaltou o presidente da ANMR. A entidade denuncia diversas irregularidades na condução dos programas de residência nos hospitais, como sobrecarga de trabalho e carga horária além das 60 horas semanais e falta de médicos preceptores (orientadores dos residentes). “É inaceitável o médico residente ser explorado como mão de obra barata”, critica Moreira. A ANMR criou um e-mauil – denuncia@anmr.org , para receber queixas da categoria em todo o País, incluindo represálias a quem aderiu à greve por gestores e preceptores. Os relatos serão encaminhados aos órgãos competentes.
A paralisação é por tempo indeterminado. Além de protestos, os médicos promo vem atendimentos à população, como tomada de pressão arterial e testes de glicose. As iniciativas objetivam mostrar a atuação dos médicos e importância para a qualidade na assistência. |
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